Composição VII, de Wassily Kandinsky: linhas, arcos e manchas coloridas se cruzam em uma composição abstrata de grande intensidade
Wassily Kandinsky, Composição VII, 1913. Reprodução para fins educativos.
EuropaAbstracionismo

obra 07 / 20

Wassily Kandinsky

Composição VII

1913
Óleo sobre tela

chave de leitura

Cor e linha deixam de servir aos objetos e passam a agir como forças.

A composição organiza manchas, arcos, choques e intervalos sem depender de uma cena reconhecível. Kandinsky aproxima pintura e música: as formas não ilustram uma história, mas produzem ritmos, tensões e ressonâncias. A abstração não elimina o sentido; modifica o modo de construí-lo.

o som interior das cores

Pintar também é
escutar.

“Uma pressão do dedo e, jubilosos, faustosos, refletidos, sonhadores, absorvidos em si mesmos, com uma profunda seriedade, uma crepitante malícia, com o suspiro do parto, a profunda sonoridade do luto, uma força, uma resistência obstinadas, uma doçura e uma abnegação na capitulação, um autodomínio tenaz, tamanha sensibilidade em seu equilíbrio instável, esses seres estranhos a que se chama cores vinham um depois do outro, vivos em si e para si, autônomos e dotados de qualidades necessárias à sua futura vida autônoma [...] Parecia-me às vezes que o pincel, que com vontade inflexível arranca fragmentos desse ser que vive das cores, fazia nascer a cada arrancamento uma tonalidade musical. Por vezes, eu ouvia o chiado das cores no momento em que se misturavam.”

Wassily Kandinsky
KANDINSKY, 1991, p. 91–92.

repertório produtivo

Conectar
forma e história.

Ajuda a compreender abstração, sinestesia, relações entre linguagens e autonomia dos elementos visuais.

01sinestesia02autonomia da forma

Analisar

Faça a obra
produzir argumento.

Escolha uma música e associe três de seus elementos — ritmo, intensidade e pausa — a regiões específicas da obra.