O homem amarelo, de Anita Malfatti: retrato masculino construído com rosto amarelo, contornos escuros e planos intensos de vermelho, laranja e marrom
Anita Malfatti, O homem amarelo, 1915–1916. Reprodução para fins educativos.
BrasilExpressionismo no Brasil

obra 11 / 20

Anita Malfatti

O homem amarelo

1915–1916
Óleo sobre tela

chave de leitura

O retrato abandona a aparência estável e transforma a cor em tensão psicológica.

O amarelo do rosto não procura imitar a pele: atua como força expressiva. Contornos escuros, assimetrias, pinceladas aparentes e o corpo disposto em diagonal afastam a figura da serenidade do retrato acadêmico. Malfatti não elimina a identidade do modelo, mas a reconstrói por meio de contrastes que tornam visível uma presença inquieta. A obra ajuda a compreender por que a exposição de 1917 se tornou um ponto decisivo nas disputas sobre modernidade artística no Brasil.

repertório produtivo

Conectar
forma e história.

Permite discutir expressionismo, modernismo brasileiro, crítica conservadora, protagonismo feminino e circulação transnacional das linguagens modernas.

01exposição de 191702debate modernista

Analisar

Faça a obra
produzir argumento.

Mapeie as assimetrias, as diagonais e os contrastes cromáticos do retrato. Depois explique como esses elementos constroem tensão e ajudam a compreender sua recepção no ambiente artístico brasileiro.