S/Aateliê de estudos SofiArte← voltar ao núcleo 08Rafael Lozano-Hemmer, Pulse Room, 2006. Instalação interativa com lâmpadas incandescentes, controladores de voltagem, sensores cardíacos, computador e escultura metálica. Vista de instalação. Reprodução para fins educativos.
núcleo 08
Tecnologia, imagem digital e arte contemporânea hoje
Rafael Lozano-Hemmer
Pulse Room
2006 · Lâmpadas incandescentes, controladores de voltagem, sensores cardíacos, computador e escultura metálica Dimensões variáveis; versões com 100 ou 300 lâmpadas
chave de leitura
O batimento de cada visitante transforma-se em luz e passa a conviver com os ritmos deixados por outros corpos.
Pulse Room ocupa o espaço com uma grade de lâmpadas incandescentes transparentes, suspensas por cabos a cerca de três metros do chão. Em uma das extremidades, uma interface registra a frequência cardíaca do participante. O computador traduz esse sinal biométrico imediatamente: a lâmpada mais próxima começa a piscar no ritmo exato daquele coração. A participação não apenas aciona um efeito visual; fornece à instalação sua matéria temporal.
Quando a pessoa solta o sensor, todas as luzes se apagam por um breve instante e a sequência avança uma posição. O batimento recém-gravado ocupa a primeira lâmpada, enquanto os registros anteriores são deslocados pela grade. Assim, a sala exibe a memória dos participantes mais recentes. Cada pulso continua presente depois que seu corpo se afasta, mas já convertido em dado, repetição luminosa e posição dentro de um arquivo coletivo.
A uniformidade das lâmpadas aproxima a obra das estruturas seriais e minimalistas, porém os intervalos irregulares dos corações impedem que a ordem se torne inteiramente mecânica. Lozano-Hemmer reúne intimidade biológica e sistema computacional, presença individual e experiência pública. Inspirada também no filme Macario, de Roberto Gavaldón, em que cada vida aparece como uma vela acesa em uma caverna, a instalação transforma o espaço tecnológico em uma imagem simultânea de vida, memória e desaparecimento.
participação, ritmo e memória
Cada corpo deixa um rastro de luz.
As diferentes vistas aproximam o observador da interface, da lâmpada que recebe o pulso e do campo luminoso formado pelos registros anteriores. A escala da instalação transforma uma medida íntima do corpo em experiência coletiva e espacial.
Do sinal ao ambiente · a lâmpada individual torna visível um ritmo cardíaco, enquanto a grade amplia esse pulso até ocupar toda a sala.O corpo como interface · ao segurar o sensor, o visitante fornece à obra um dado vivo que é traduzido imediatamente em pulsação luminosa.Arquivo coletivo · reunidos no espaço, os batimentos recentes formam uma paisagem instável de presenças, intervalos e memórias corporais.
participação e memória luminosa
Pulse Room: o coração convertido em luz
O vídeo permite acompanhar a dimensão temporal da instalação: o sensor capta um batimento, uma lâmpada o reproduz e, quando a participação termina, esse ritmo avança pela sequência. A sucessão revela como cada presença individual é incorporada a um arquivo luminoso coletivo.
Do sinal íntimo do corpo ao arquivo luminoso coletivo.
A obra não apresenta a tecnologia como algo separado do humano. Sensores e computador tornam perceptível um ritmo corporal normalmente invisível, mas também o convertem em dado armazenável e substituível. A experiência oscila, portanto, entre reconhecimento, participação e desaparecimento.
01arte interativa02biometria03dados corporais04memória coletiva05luz e participação
analisar
Percorra a memória dos batimentos.
Acompanhe mentalmente quatro momentos da obra: tocar o sensor, registrar o pulso, transferi-lo para uma lâmpada e deslocar os registros anteriores. Depois explique como esse procedimento articula corpo, tecnologia, memória e coletividade sem transformar todos os participantes em ritmos idênticos.
Uma obra não termina em si mesma: ela abre caminhos para outras imagens, tempos e conflitos.
Arte brasileira para o ENEM
Rosana Paulino
Assentamento, 2013
Esta obra amplia a discussão sobre memória, corpo e imagem e poder. Colocadas lado a lado, as imagens revelam como experiências de tempos distintos podem produzir perguntas em comum.
Esta obra amplia a discussão sobre memória, corpo e imagem e poder. Colocadas lado a lado, as imagens revelam como experiências de tempos distintos podem produzir perguntas em comum.
Esta obra amplia a discussão sobre memória, corpo e participação. Colocadas lado a lado, as imagens revelam como experiências de tempos distintos podem produzir perguntas em comum.